quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

"Depois de alguns minutos parada em frente a Oliver, voltei a mim. Ele, desta vez, estava com os olhos arregalados, esperando que eu reagisse. E era isso que eu ia fazer!" Rapha tem um talento enorme para suspense, para terror. Ficou curioso para saber o que a personagem vai fazer? Aprecie 3 genêros em um, aprecie a segunda tarefa de Only. 

"Chegou seu fim."


Ali, naquele quarto escuro, eu sentia meu sangue ferver. Meu olhar era fixo naquele ser que estava no canto, com medo do que podia vir em frente. Sinceramente, até eu estava com medo de mim. Talvez não fosse medo, mas estava confusa. Meus pensamentos, então, voavam para um certo dia, aquele que me fez tornar o que sou hoje. Oliver e uma qualquer no meu quarto! No meu quarto... Lamentável, não? Não, não mais. Oliver iria ter seu troco e iria sofrer da mesma forma que em alguns dias, eu sofri. 
Depois de alguns minutos parada em frente a Oliver, voltei a mim. Ele, desta vez, estava com os olhos arregalados, esperando que eu reagisse. E era isso que eu ia fazer! 
Em minha mão, havia um vidro de veneno e na outra, um revólver. Naquele momento, eu tentava me decidir qual daria a mais sofrida morte ao homem. Na hora, eu escolhi veneno, mas após, lembrei-me que não tinha muito tempo. Com a mão trêmula, mirei seu coração. E acertei... Juntamente com o barulho ensurdecedor, veio o grito de Oliver. E minhas lágrimas... Minhas pernas travaram e meu olhar continuou fixo ao homem que um dia, foi minha maior alegria. Nada mais, afinal, eu ainda tinha o veneno em mãos. Sem nem pensar, tomei-o, e logo após, comecei a tremer. Oliver era meu sorriso de todos os dias, e sem ele, não consigo imaginar como eu viveria. Talvez eu daria a volta por cima, mas eu preferi assim e não tem mais volta. Quanto voltei a mim, o estrago já havia sido feito e agora só me restaria o completar. Meu nariz começou a sangrar e o veneno deu seu efeito final.



"Nunca entenderei porque nós humanos fizemos tantas coisas sem pensar. Afinal, por experiência própria, já vimos tantas vezes o resultado disso."

Nada melhor que o carinho da mãe, o colinho dela e o cafuné para dormir não é mesmo? Nossas mãe são verdadeiras guerreiras que querem nosso bem e brigam, dão conselhos e proíbem coisas somente para nosso bem. Conheça a história da Segunda colocada do Concurso Rapha Only e sua inspiração: A mãe!


Desde pequena, minha mãe fez questão de me ensinar a ser independente, me possibilitando uma vida melhor no futuro. Naquela época, eu não conseguia enxergar isso e reclamava. Não que eu não tinha as horas de brincar, mas minha mãe nunca me mimou, nem me deu tudo oque eu pedia. "Nós pais devemos cortar as "asinhas" dos filhos desde pequenos, se não fizer isso, depois dificulta mais ainda. Nem respeito eles irão conhecer, e se eles não respeitarem nem os próprios pais, a quem mais irão fazer isso? Ao "bonzão" da turma?" minha mãe diz. Hoje consigo ver totalmente que tipo de pessoa ela queria que eu ficasse e também, vejo que ela só queria me dar mais possibilidades na vida. Ela me fez parecer, talvez, frágil por fora, mas muito forte por dentro. Como ela, eu tento sempre ver a vida da melhor forma, sem dramas e melações. Tento, ao máximo possível, me afastar das pessoas que me fazem mal e tento a cada dia, me tornar uma pessoa melhor. Tenho minhas metas, e ser menos fechada é uma delas. Sou reservada por medo de estar atrapalhando ou "segurando" tal pessoa e isso só me deixa confusa. Não vou desistir até conseguir tirar este excesso, porque, como diz minha mãe, "um pouco sempre sem que ter, mas demais já é ruim". Devo muitos agradecimentos a minha amada mãe, afinal, sem ela eu não seria nada mais que uma garota perdida nesse mundo.


"E você reclama se sua "véia" te manda ir no mercado
Reclama se a cinta estrala, mesmo se você tá errado
Reclama se ela te abraça na frente dos aliados 
Vai reclamar com Deus quando ela nem 
estiver do seu lado, "tiozão"!
- Projota"




Música, inspiração de qualquer um não é mesmo? Ah, voltamos a falar da melhor escritora da wnf. Desta vez ela veio com a interpretação da Música Um minuto para o fim do mundo - CPM22. A música traz uma mensagem incrível, traz algo... Aprecie a música, aprecie o trabalho da Mer e comente, deseje os parabéns para essa bela moça. Um pouco de diversão para vocês!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=BpgKa595h1M

O vídeo chama nossa atenção em três pontos: A letra da música, a utilização dos memes, e a forma literal que eles em conjunto foram empregados. 

A letra da música “Um minuto para o fim do mundo” do grupo CPM22, é composta por vários temas que estão em ênfase num relacionamento amoroso. É interessante o modo que o sentimento do locutor- o rapaz- foi exposto. Pois deixa-nos de certo modo, impactados com a decisão repentina de separação, que se torna única, pois, ele assume a sua dependência em relação ao interlocutor – a moça-. Expressa isso com diversas hipérboles, tais como – Quando estou com você, vejo meu mundo acabar, perco o chão sob meus pés, me falta o ar pra respirar – Sem contar a maior de todas que é exposta no título da música – Um minuto para o fim do mundo -. Enfim, é uma letra profunda que narra de forma quase palpável o sentimento de dor e sofrimento do locutor. 

A utilização dos memes retrata com humor um protesto contra os padrões de beleza que a sociedade impõe. Como chegamos a esta ousada conclusão? Os memes ali representados mostraram toda a emoção da letra com suas “caras e bocas” sem seguir o que muitos denominariam fofo, ou bonito. Seria muito mais fácil colocar imagens de pessoas tristes (bonitas), cenas de filmes da Disney, princesas e príncipes. Isso agradaria mais a maior parte dos visualizadores do vídeo, ou os fãs da música. Mas quem faria melhor o papel de um locutor triste por uma separação inevitável? Uma princesa que sabe que terá de um jeito ou de outro um final feliz, ou um meme Forever Alone acostumado com a dor e a “sofrência” de tal modo que deixa tudo ao seu redor com uma pitada de humor? Foi uma pergunta retórica. 

E por fim e o mais interessante, foi à forma como a música e os memes entraram em sincronia. Expor tudo de forma literal, foi a maneira mais inteligente de fazer alguém entender, a letra da música. Você interpreta tudo da maneira que deve ser interpretado. Você entende como deve ser entendido. Isso mostra a beleza do uso da linguagem literal, que é pouco usada hoje em dia com tantas figuras de linguagem, “soltas por aí”.


Pois não é que foi lançado um novo conto? Pois bem e esse parace ser mais surpreendente ainda! Também, escritora pela melhor escritora da WNF... É magnifico a capacidade dela ter inventado e reinventado a sua criação. Leia neste post uma nova versão de Chapeuzinho Vermelho e companhia. Acho que Os Irmãos Grinn perderão para Merlix!

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Meredith levantou da cama entediada, e resmungou palavras desconexas, ao ver alguns raios de sol entrar no seu quarto. O chão e as paredes amadeiradas deixavam o ambiente um tanto rústico, e úmido, quando o tempo estava nublado. 

A garota de olhos verdes e um sorriso formidável, não estava com o humor melhor depois do “acontecido”. Foi assim que ela resolveu denominar o pior momento de sua vida. 

- Meredith! Vai se atrasar para as entregas! - A avó da garota, com seus cabelos grisalhos e uma voz rouca devido à idade, entrou gentilmente no quarto da neta. Na verdade a senhora tinha a intenção de observar o estado da garota após o rompimento do namoro, com o caçador da vila. 

- Eu estou bem. Se é isso que quer saber. – Meredith respondeu um tanto irritada. Se já não bastava ter que tentar levar uma vida normal, após a vergonha que passou, sua avó ainda vinha verificar de cinco em cinco minutos se ela não havia cortado os pulsos. 

A avó da garota sorriu triste ao ver a neta naquele estado. Todos reconheciam em Meredith uma alegria inexplicável. Seu sorriso e sua capa vermelha já eram marcas definidas. 
A garota foi até o espelho de sua penteadeira velha, e encarou-se por alguns instantes. Estava sem a capa, e sem o sorriso. Talvez devesse permanecer assim, pensou ela com relutância, já não era mais a mesma. 

- Hoje a viagem será mais longa, pois os Werteman fizeram uma encomenda. Eles moram no lado norte da floresta meu bem. Teria algum problema, ir sozinha? – A senhora perguntou preocupada, enquanto Meredith saía do quarto com roupas diferentes das que ela sempre usou. Hoje não estava com a capa. 

 A avó percebeu a estranha mudança, mas resolveu não comentar. 

- Vou ter que me acostumar com a solidão a partir de hoje, não acha? – Meredith respondeu um tanto ácida. Pegou a cesta com a encomenda de doces e saiu sem dizer mais nenhuma palavra. 

Assim que colocou os pés na varanda da casa, lembrou-se que deveria passar na cidade. Parou alguns instantes ali tomando forças para enfrentar todos os conhecidos, que a olhariam com desprezo e crítica. 

- Eu não devo explicações a essas pessoas. – falou convicta pra si mesma, enquanto dava passos firmes e decididos em direção à estrada que a levaria para a floresta.
- Olá Meredith! Como vai o Connor? – Maria a dona de uma confeitaria perguntou com maldade, enquanto a garota passava por seu comércio. 

A garota não respondeu. Apenas continuou caminhando, olhando para suas botas velhas, numa tentativa frustrada de se distrair. 

Caminhou com mais pressa, quando chegou à feira principal. Sentia olhares penetrantes medindo seu corpo. Como são burros! Pensou se divertindo com a própria desgraça. Mas não terminou o pensamento pois ouviu seu nome ser gritado. 

Inicialmente pensou ser alguma brincadeira de mau gosto, e resolveu ignorar, mas quando reconheceu o dono da voz, imediatamente se virou constrangida. 

- Estou a te chamar pequena da capa vermelha! Não está ouvindo? – Maurice o xerife do pequeno vilarejo falou emburrado, se aproximando da garota. 

- Desculpe Senhor Xerife. Eu estava distraída. – Meredith respondeu impaciente. Olhou pro céu, e percebeu que uma tempestade se aproximava. Precisava chegar rápido a casa dos Werteman. Concerteza não daria tempo de voltar pra casa, no mesmo dia, mas o casal de velhinhos provavelmente daria abrigo para ela. 

- Você precisa comparecer a delegacia, pequena. Apresentaram uma queixa sobre você. E não é nada que eu possa encobrir. 
Meredith olhou surpresa e desacreditando nas palavras do senhor barrigudo, e bigodudo, que estava a sua frente, proferiu.


- Você sabe que isso não é verdade né? Eu nunca encostaria um dedo nela... – a garota já estava sem forças de tanto explicar para Maurice, que a queixa sobre “agressão á uma moça grávida” era algo improvável de se acontecer. 

- Desculpe pequena. Mas com tudo isso que aconteceu entre você, o Connor e a Callie, ela vai estar com a razão.
Meredith revirou os olhos ainda não acreditando naquela situação. 

- Estou na mesma situação que ela! Porque ela tem razão? Porque todos estão contra mim? – Sua voz enfraqueceu na última pergunta, e seus olhos grandes e esverdeados, se encherão de lágrimas. Seu coração estava despedaçado. As pessoas que viram ela crescer, agora estavam duvidando do seu caráter, e apoiando... Callie? 

- Só um minuto pequena. Aliás, onde está sua capa vermelha? – O xerife perguntou curioso, e preocupado. Meredith cresceu sem os pais, e ele sabia muito bem que tudo o que estava acontecendo com ela agora, era falta de um acompanhamento.
Por mais que todos quisessem julgá-la, sabiam que desde moça, a sua avó a educou somente para fazer entregas. Essa foi a vida da menina, que com o apelido carinhoso de “pequena da capa vermelha”, cresceu somente de corpo e idade, porque ainda continuava uma criança. Indefesa, e descuidada. 

- Bem, vou te liberar, porque sei que está falando a verdade. Mas se alguém perguntar diga, que sua avó pagou. Tudo bem? – O xerife abriu a cela, com o coração apertado. Era difícil ver a garota nessa situação. Ainda mais agora que ela precisava de um acompanhamento especial. 

- Preciso fazer uma entrega... Obrigada Maurice. – Meredith deu um beijo estalado no rosto do senhor, que sorriu carinhoso, ao vê-la, sair da delegacia.


A chuva caía forte e nenhuma árvore era densa o suficiente para impedir que se molhasse. Meredith sentia seu corpo fraco, e lembrou-se que estava sem se alimentar direito desde a manhã. Os doces que levava, já estavam todos molhados por isso ela deixou pelo caminho. Suas botas velhas rasgaram, após levar um escorregão no limo de algumas raízes. Olhou em volta e se encheu de desespero ao perceber que estava escurecendo. Olhou novamente a sua volta, e percebeu que havia perdido o rumo. Estava perdida. 

A garota não conseguiu conter as lagrimas. Não estava chorando por estar molhada, sem botas, com fome ou perdida. Estava chorando pela pequena criança que estava dentro dela, e que tinha certeza que não ia conseguir criar sozinha. 

Connor havia a deixado, no momento que ela mais precisava dele. O caçador que ela havia colocado todas suas esperanças, e depositado seu coração, a abandonou. Não conseguia entender. Lembrava-se como nunca da noite em que se entregou pra ele, selando seu amor. E agora o fruto desse “amor” estava dentro dela. Mas ele não pensou nisso. Simplesmente a trocou, por Callie, que também esperava uma criança de Connor. 

Meredith caiu no chão e começou a chorar. Estava fraca, e as gotas grossas da chuva a fizeram desistir de caminhar. Abaixou a cabeça chorando. Sentiu-se perdida. Estava sem seu sorriso, e sem sua capa.
- Onde estou? – Meredith abriu os olhos de deparando com um teto muito bonito de madeira. Era como o da sua casa, só que bem mais alto e novo. Sua voz atordoada, e rouca devido ao excesso de chuva que tomou, estava bem fraca. 

Olhou em volta, e fechou os olhos ao sentir a cama macia embaixo de si. Respirou fundo, esperando sentir o cheiro de madeira molhada, mas ao invés disso, sentiu um aroma de rosas, e de sopa. Sua barriga roncou em resposta. Colocou suas mãos involuntariamente sobre ela. E tentou não chorar. 

- Você está chorando? – Meredith abriu os olhos assustada e se levantou no mesmo segundo, ficando tonta e quase caindo no chão. Sentiu braços firmes e seguros a segurarem, impedindo sua queda. 

- Me larga! Quem é você? – A garota falou fungando um pouco. Se afastou voltando pra cama, e encarou o rapaz alto e forte com um sorriso sincero a encarar. 

- Sou... digamos, que o lobo mal. – Meredith não conseguiu disfarçar sua expressão de incredulidade. O rapaz usava roupas com pele de lobo, bem fofinho por sinal. Sentiu vontade de tocar, mas voltou a sanidade, e se emburrou. 

- Quem mandou você me trazer pra cá? Qual é o seu problema? Ninguém vê uma pessoa jogada no chão, debaixo da chuva, e traz pra dentro da sua casa. E se eu fosse uma vilã? – A garota proferiu as palavras com impaciência, e indignidade pela bondade do rapaz. Sabia que estava sendo ingrata, mas precisava checar se ele não era algum tipo de maníaco. 

- Não sou um maníaco. – Ele afirmou convicto, e achando graça na moça. 

- As pessoas mentem. – Ela afirmou mais convicta ainda. De repente sentiu-se mais experiente. Afirmou algo que já viveu, isso a fazia experiente. Sorriu boba, mas logo mudou de expressão ao observar o rapaz a encarando de forma idiota. 

- Você tem o sorriso mais lindo que eu já vi. – Ele comentou mais pra si mesmo, do que pra ela.
Meredith não sabia se agradecia, ou se o chutava. Estava claro só pra ela que ele era algum tipo de maníaco? 

- Que bom, que acha isso. Agora já posso morrer. Ou melhor, posso ir pra casa. – A garota se levantou e travou no lugar ao perceber que estava com outra roupa. – Quem me vestiu? 

- A minha mãe. Não se preocupe você é uma dama, deve ser tratada como tal. – O rapaz respondeu sincero. 

- Estou com fome... Não sei se vou conseguir chegar em casa sem comer algo antes... Estão fazendo sopa? Qual é o seu nome? 

- Estão fazendo sopa sim... e meu nome é Nolan. Nolan Woolf. 
 Meredith sorriu tímida, e acompanhou Nolan até a enorme cozinha. Por todo o percurso, a garota foi fazendo perguntas, e o rapaz respondendo todas com prazer. Era a primeira vez que recebia uma visita tão diferente. Espontânea... 

- Olha... Se não fosse você, eu poderia perder o meu tesouro. Sabe, estou grávida... – Nolan encarou com ternura e surpresa a garota de cabelos longos e olhos brilhantes que mesmo jovem, parecia uma criança. 

- E você vai ter ajuda para cuidar do bebê? – Foi sem pensar. Nolan simplesmente não resistiu. As poucas horas que passou ao lado dela esperando a chuva passar, o deixaram interessado na garota. 

- Somente a minha avó. Mas vou conseguir segurar as pontas... – Meredith falou quase num murmúrio. Por mais que tentasse acreditar nas suas próprias palavras não conseguia. 

- Posso ajudar se quiser. 

- Não seja ridículo. Acabou de me conhecer. E não quero receber ajuda por pena. – Meredith retrucou envergonhada, e se calou observando a chuva pela janela. Já havia comido, e agora estava com Nolan observando a chuva passar. 

- Mas vou poder te visitar? Assim vou te conhecer melhor... – O rapaz deu um leve empurrão nela, tentando tirar um sorriso da garota. 

- Eu sempre uso uma capa vermelha. Sou conhecida como “pequena da capa vermelha”, na vila onde moro. – Nolan tomou a mudança de assunto como um não. Ela tinha razão, pensou ele aborrecido, havia acabado de conhecê-la, ajudou a garota e era só isso. Não havia porque a conhecer mais. 

Um silêncio tomou conta do ambiente, e aos poucos a chuva foi passando. O sol foi aparecendo e pequenos raios de luz, identificavam um novo dia. Nolan se dirigiu com Meredith até a enorme porta de saída. 

- Você vai saber como voltar? – Ele perguntou preocupado. 

- Vou sim. – Ela respondeu com um sorriso terno.
O silêncio novamente se apossou do lugar. Os dois mantinham os olhares unidos, e os corpos ligeiramente separados. 

- Você pode aparecer um dia na minha casa... Para conhecer minha capa vermelha. 

Meredith deu um beijo estalado no rosto dele e saiu sorrindo. Nolan sentiu seu coração disparar. Era seu primeiro contato com uma garota. E sabia que havia sido especial.


- Você demorou! 

- Só fiquei um dia sem vir! Não acha que está ficando viciada chapeuzinho? 

Meredith sorriu da maneira mais encantadora possível. Nolan estava ao seu lado desde o dia em que ele a salvou, isso já fazia sete meses, em breve iria ter sua garotinha. Ela não sabia como ficar mais feliz sabendo que havia encontrado alguém para amá-la, e amar a garotinha que estava por vir. Alguém que não a julgou pelos seus erros cometidos, alguém que mesmo tão “antissocial” conseguiu cativá-la. Agora ela tinha o sorriso, e também tinha a capa. 

- Eu já estou viciada em você meu lobinho!
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Mini conto: Chapeuzinho Vermelho - Terror 

A chuva caía forte e nenhuma árvore era densa o suficiente para impedir que se molhasse. Suas botas velhas rasgaram, após levar um escorregão no limo de algumas raízes. Olhou em volta e se encheu de desespero ao perceber que estava escurecendo. Olhou novamente a sua volta, e percebeu que havia perdido o rumo. Estava perdida. Meredith caiu no chão e começou a chorar. Estava sem seu sorriso, e sem sua capa. 

- Hey garota! – Ela olhou pra cima confusa e passando as mãos tremulas pelos olhos tentando enxergar o homem á sua frente. Ele estendeu a mão de forma humorada e amigável. 

 -Quem é você? – Meredith perguntou ainda mais confusa quando ele lhe estendeu uma capa... vermelha? Era parecida com a sua. Ela encarou a capa por alguns instantes e a chuva só engrossava cada vez mais. 

 - Sou Stan. Stan Lee. Ninguém que você deveria conhecer. – Stan respondeu humorado. Meredith pegou a capa vermelha. Algo no humor do velho a fez se encolher e desejar estar bem longe dali. 

- Estou grávida. – Ela murmurou aflita enquanto se afastavam da chuva e entravam em uma caverna. Meredith se calou quando entrou na caverna. Restos humanos ensanguentados estavam espalhados pela caverna. 

- Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. – Ele sussurrou frio e enigmático. 

Ela estava molhada, descalça, sem seu sorriso. Somente com sua capa. Isso, somente com sua capa.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Meirelis sabe muito bem fazer isso. Sabe é até difícil ficar comentando suas tarefas, como na primeira, na segunda também foi fantástica... Ela conseguiu realizar a tarefa com sucesso, foi capaz de juntar os três temas em um conto, confira este e diga: O que sentiu ao ler???


Abri os olhos e pisquei algumas vezes assustada. Tudo ao meu redor estava escuro. 

Onde estou? 

Percebi que estava sentada em uma cadeira. Meus braços amarrados, e minhas pernas também. Minha respiração começou a ficar pesada, senti o medo pulsar em cada veia do meu corpo. Olhei ao meu redor devagar, com medo do que poderia avistar. Mas a escuridão não me deixava enxergar nem meu próprio corpo. 

Mordi os lábios nervosa num ato inútil de conter as lágrimas. Minhas pernas tremiam levemente, mas meu corpo estava travado pelo medo. 

 Como vim parar aqui? 

Uma brisa gelada tocou minha pele levemente, e de repente senti que não estava mais sozinha. 

 - Argh! - Olhei espantada pros lados, tentando identificar de onde veio aquele gemido, ou murmúrio. Novamente a escuridão não me deixou chegar ao meu objetivo. Senti o gosto de sangue na minha boca, e parei de morder meus lábios, percebendo que estava me machucando. 

Respirei fundo e fechei os olhos, resolvi pensar em algo que fizesse sentido. Mas algo estava travando minha mente. 

Quem sou eu? 

O desespero novamente invadiu meu corpo ao finalmente perceber que não me recordava de nada. 

- Olá Lucy. 

As luzes se acenderam assim que abri os olhos, me fazendo fechá-los novamente, impedindo a cegueira momentânea. 

Quando finalmente abri os olhos, avistei um homem sentado a minha frente, a poucos metros de mim. Olhei em minha volta, e senti um grito preso em minha garganta. 

Um homem também preso a uma cadeira estava sem uma das mãos. Olhei chocada, quando percebi que a mão dele estava caída no chão, e o sangue ainda escorria pelo chão.
Ele me encarou pesaroso, e sua face cansada e suja, me fez notar que já havia chorado muito. 
Olhei novamente para o outro homem que estava sentado a minha frente, com um sorriso enigmático no rosto, seu olhar duro e frio, me fez sentir... culpa? 

Quem são eles? 

- Acredito que não esteja se lembrando querida Lucy, mas não se preocupe. Vou refrescar sua memória. – Ele foi até uma mesa branca, e pegou um controle ligando um retroprojetor que eu só havia visto agora. 

Olhei sem entender, a foto que foi exibida. Uma mulher loira com um vestido muito bonito por sinal, se abraçava com um homem de porte atlético. 
Ele passou a foto, e na outra o casal estava se beijando. Logo após esta, a mulher estava sorrindo ou rindo de algo que o homem falou.
Olhei mais atentamente, e senti meu coração gelar ao perceber que era eu a mulher das fotos. Olhei aflita para o homem amarrado na outra cadeira, que respirava com dificuldade, era ele o homem das fotos. 

- O que isso significa? – perguntei cautelosa, ao homem que aparentemente havia nos prendido ali. Seria ele algum tipo de maníaco? 

- Significa que eu deixei tudo que tinha, em vão. Significa que tudo nesta vida é uma mera ilusão. Significa que o amor não existe. – Suas palavras saíram num misto de dor e revolta. 

 Respirei fundo, ainda sem entender o que aquele homem dizia. 

- Você é louco. Não entende que tudo o que ela queria, era eu que podia oferecer? – Olhei atônita para o homem sem a mão, que falou com arrogância ao que estava em pé. 

- Seu maldito! – Congelei no lugar, e senti o pânico paralisar todos os meus sentidos, quando o homem que estava em pé, pegou uma serra, e caminhou determinado em direção ao que estava amarrado. 

Tentei gritar, mas não conseguia, tentei me mexer, mas também não conseguia. 

- Não! Não! Pare! Não faça isso! ARGHH! – Olhei sem acreditar, quando o homem que segurava a serra, serrou a outra mão do que estava amarrado. 

 Senti tudo ao meu redor girar, e escurecer aos poucos, até que não estava mais consciente.


- O que te fez me escolher Lucy? – Kyle me encarava com um olhar carinhoso e terno. Brincava com minha mão, enquanto conversava comigo. 

O sol se punha, e o céu tinha tonalidades fortes e maravilhosas, tornando tudo mais aconchegante, naquele final de tarde na praia. 

- Eu te amo Kyle. Isso me fez escolhê-lo. – Respondi com serenidade. 

Sentia o meu coração bater mais rápido, quando ele encostou levemente seus lábios nos meus. Porém algo me alertava a ter cuidado. Pois mentir para alguém que acredita piamente em você, é te fazer desacreditar em si mesmo. 

Abri os olhos atordoada. Ainda estava na sala. Mas agora sabia que o homem que cortou a mão do outro, se chamava Kyle. E que ele me amava, e que eu... eu não sei. 

Kyle se aproximou ao perceber que eu havia acordado. Senti meu corpo travar, com sua aproximação. Ele ficou em pé ao meu lado e passou levemente seus dedos nos meus cabelos, levando-os até minha face.
Kyle se abaixou mantendo seus olhos na linha dos meus, senti minha respiração ficar pesada. Ele me encarava com tristeza e sofrimento. 

- Sabe por que eu cortei as mãos dele? – Senti um frio na minha espinha, ao ouvi-lo falar com tanta naturalidade aquela atrocidade. – Porque só quem toca em você sou eu. Você é totalmente minha. 

Meus olhos se encheram de lágrimas, virei meu rosto pro lado, mas Kyle segurou meu queixo com força, me fazendo olhá-lo nos olhos. 

- Eu devia cortar a sua língua. Assim você nunca mais vai beijar outro cara. – Ele sorriu friamente e tentei me esquivar quando ele tirou um canivete do bolso. 

- Não, por favor, por favor. – As lágrimas caiam contra minha vontade, fazendo minha vista ficar embaçada. Tremia desesperada. – Por favor Kyle. Não faça isso comigo. Eu juro que nunca vou beijar outra pessoa. Por favor! Eu te imploro. Eu juro! 

- Você já fez muitos juramentos! Onde eles estão agora? Em?! Agora só resta o meu coração devastado! É isso que resta! – Pisquei com força, tentando enxergar. Kyle soltou meu queixo, e se afastou de mim. 

- Eu... como pode fazer isso, se eu nem me lembro do que aconteceu? – Perguntei com raiva, e arriscando minha língua. 

- Você me traiu Lucy! Foi isso o que aconteceu! Não se faça de sonsa, eu nunca mais vou acreditar em você! Esse seu jeito meigo e infantil de ficar me olhando, você acha que vai me ter de volta? Esqueça! Eu vou matar o Fred, e vou te matar! E depois eu me mato, porque não vou saber viver sem você... – Encarei aflita o homem amarrado que estava desmaiado. 

- Não acha perigoso nos encontrarmos aqui no bairro? Kyle pode descobrir... – perguntei preocupada enquanto abraçava Fred. 

Havia escolhido meu vestido favorito para encontrá-lo. E pela sua expressão quando me viu, ele deve ter gostado. 

- O Kyle não é uma preocupação pra mim, querida... Ter você ao meu lado me faz esquecer todos os meus problemas. – sorri feliz, enquanto Fred dava aquele sorriso encantador. 

- Eu te amo... – Falei emocionada. Fred sorriu carinhoso, e encostou seus lábios nos meus. 

- Não. Eu te amo. 

- Quer dizer que no final das contas todos vamos morrer? – perguntei a Kyle, voltando à realidade. 

- A morte é a melhor saída no nosso caso. – Kyle falou enigmático, enquanto encarávamos Fred acordar aos poucos. 

Encarei Kyle que devia estar despedaçado por dentro, mas cego pelo ódio. 

Fred que me encarava triste, e mudo pela dor física, por certo arrependido. 

E finalmente tentei enxergar meu interior. 

 O que foi que eu fiz? 

Meu fim é inevitável. Só não saiu como eu esperava.

Mentir para alguém que acredita piamente em você, é te fazer desacreditar em si mesmo.
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Merlix a vencedora do concurso sabe falar muito bem sobre esse moço, sim apesar de seus plenos 90 aninhos é um intelectual escritor. E sim, ele é a base de muitas inspirações. Vamos conhecer mas esse amor de Merlix e conhecer mais sobre Stan Lee!!!



- Citem alguém ou algo que os inspirem a usar a criatividade. A usar sua imagi\nação. Alguém ou algo que os levem a outra dimensão. Finalmente comecei a prestar atenção na aula de redação.
A sala inteira, se interessou na verdade. Talvez seja algo natural do ser humano, se interessar em expor aos demais, aquilo que lhe interessa. Suspirei com um sorriso de canto, ao ver um dos meus colegas se levantar eufórico, trazendo sorrisos de todos, ao falar apaixonadamente sobre Harry Potter. Sua voz era altiva, e gesticulava compulsivamente. Toda a classe conseguia enxergar sua paixão pela saga.
Se me perguntar o que me inspira, eu sorriria, e diria sem dúvidas que Stan Lee me incentiva a usar minha criatividade, a usar minha imaginação.

Sem falsa modéstia, sem arrogância, sincero ao ponto de dizer que por preguiça de justificar os super poderes dos seus heróis, criou os mutantes. Mas não é bem a personalidade dele que me cativa, mas sim sua criatividade, sua sensibilidade em colocar emoções tão humanas, em personagens tão “improváveis”.
Quem já não se pegou rindo das frases egocêntricas de Tony Stark? Quem já não colocou canetas entre os dedos com a mão fechada, fingindo ser o Wolverine? Quem não é fissurado pelo Homem-Aranha? Espero que não seja somente eu. A questão é: Eu paro e penso antes de criar um personagem. Paro e penso, que eles devem ser tão marcantes ao ponto de sair das simples linhas e ir até a tela dos cinemas, fazendo todos vibrarem a cada lançamento.
Sonhos altos, mas posso sonhá-los. Stan começou com apenas 17 anos.
Um homem que foi capaz de criar personagens tão marcantes, que são praticamente atemporais. Stan Lee é um gênio, e ele é minha inspiração no momento em que me dedico a “dar o sopro de vida” aos meus personagens.
- Não entendi, porque não quis se expressar Meirilis... - Pisquei confusa, e encarei sem graça a professora, que me olhava com uma leve expressão de curiosidade. A sala vazia, e meu constrangimento praticamente palpável.
- Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.... - Ela me encarou confusa. E sorri sem graça pegando minha mochila, saindo da sala com pressa. Bem, o que importa é que vocês sabem quem é minha inspiração.

Ah, como ela consegue escrever tão bem? Merecedora sem dúvidas da melhor colocação do concurso. Ela foi simplesmente sincera em suas palavras, foi objetiva, incrível.  Parabéns a ela pela primeira tarefa do concurso que obteve grande sucesso!


Editado por John Turnes, material exclusivo do blog AMDP, num modelo da:. Tecnologia do Blogger.